Noruega lidera 'REDD'
O programa de REDD para a Redução de Emissões de CO2 por Desmatamento e Degradação (REDD; ver também na pagina 20) é um mecanismo que está sendo negociado no âmbito da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU. A intenção é oferecer incentivos financeiros aos países em desenvolvimento para preservar suas florestas em pé e conservar o carbono armazenado neles combatendo, desta maneira, as mudanças climáticas. O REDD+ vai mais longe, incentivando o manejo florestal sustentável, ajudando a preservar a biodiversidade, e proporcionando meios de subsistência para milhões de pessoas. Uma das várias iniciativas multilaterais que oferecem suporte para REDD é o Programa UN-REDD, o maior doador é a Noruega. A TUNZA conversou com Erik Solheim- Ministro do Meio Ambiente da Noruega e da Campeã da Terra do PNUMA- sobre as razões pelas quais o seu país está à frente, quais são os resultados alcançados até o momento e suas esperanças para o futuro.
TUNZA: Você poderia nos dizer por que a Noruega está apoiando a iniciativa REDD/REDD+, e como?
ES: As florestas tropicais estão desaparecendo em um ritmo alarmante - uma área do tamanho da Inglaterra a cada ano. A maioria das florestas tropicais do mundo está nos países com necessidade de crescimento econômico. Uma maneira fácil de obter dinheiro rapidamente é através do desmatamento, mesmo que as conseqüências da destruição da floresta sejam enormes. Globalmente, o desmatamento representa quase um sexto de todas as emissões de gases de efeito estufa provocando graves efeitos globais sobre o clima e o meio ambiente, tanto a nível regional quanto a local. Igualmente importante: as milhões de pessoas mais pobres do mundo que dependem das florestas tropicais para sua sobrevivência. Estas florestas contêm metade das espécies de plantas e animais do mundo. A menos que a conservação contribua para um maior rendimento do que outros usos devastadores, a destruição continuará. Um dos feitos mais importantes da Noruega foi disponibilizar verbas. Decidimos investir até 500 milhões de dólares por ano em atividades que reduzam as mudanças climáticas e as emissões de gases de efeito estufa de destruição da floresta.
TUNZA: Quais os progressos existem até o momento? E que países estão trabalhando com vocês?
ES: O Brasil tem feito grandes progressos na redução do desmatamento na Amazônia, cerca de 70% nos últimos sete anos. As contribuições da Noruega estão empregadas através do Fundo da Amazônia e são dedicados a projetos que continuem reduzindo o desmatamento. A Indonésia, República Democrática do Congo e Guiana também estão fazendo progresso. Ademais, 30 países trabalham para proteger as florestas tropicais, com o apoio da ONU e do Banco Mundial.
TUNZA: Quais são os maiores obstáculos para a implementação do REDD?
ES: O maior obstáculo que enfrentamos é o dinheiro. A Noruega tem uma soma substancial, mas ainda é insuficiente. Por esta razão queremos que o REDD se torne parte do acordo internacional sobre alterações climáticas, com a exigência de que todos os países contribuam. O desafio é triplo: Os países em desenvolvimento deveriam ter a coragem de começar este trabalho antes de ser implementado o mecanismo internacional, já os países doadores também deveriam ter a coragem de investir antes que o programa entre em vigor, e tanto os países desenvolvidos e como os em desenvolvimento deveriam ter confiança uns nos outros, e acreditar que possam alcançar isto junto.
Outro desafio é ser capaz de verificar se as florestas estão realmente sendo preservadas. Para isso, temos de acompanhar de perto as florestas nos próximos anos. Felizmente, a humanidade tem agora satélites que tornam possíveis as observações das florestas quase em “tempo real”. Na Amazônia brasileira, a polícia utiliza estas imagens para localizar e prender os que destroem ilegalmente as florestas.
TUNZA: Como você vê o futuro do REDD+, e você está encorajado pelo o que está acontecendo?
ES: Eu estou muito otimista. As perspectivas de salvar as florestas tropicais do mundo nunca foram tão boas, apesar dos enormes desafios pela frente. O objetivo final é de que a proteção das florestas faça parte de um futuro acordo global sobre mudanças climáticas. Mas espero sinceramente que os países que possuam florestas tropicais obtenham sucesso na redução das emissões por desmatamento e degradação florestal, mesmo antes do acordo global ser negociado.
Para maiores informações: http://www.unep.org/pdf/op_sept_2011/EN/OP-2011-09-EN-FULLVERSION.pdf
*Tradução livre feita por Débora Gabriel Costa, estagiária do Instituto Brasil PNUMA, a partir do site do PNUMA.
TUNZA: Você poderia nos dizer por que a Noruega está apoiando a iniciativa REDD/REDD+, e como?
ES: As florestas tropicais estão desaparecendo em um ritmo alarmante - uma área do tamanho da Inglaterra a cada ano. A maioria das florestas tropicais do mundo está nos países com necessidade de crescimento econômico. Uma maneira fácil de obter dinheiro rapidamente é através do desmatamento, mesmo que as conseqüências da destruição da floresta sejam enormes. Globalmente, o desmatamento representa quase um sexto de todas as emissões de gases de efeito estufa provocando graves efeitos globais sobre o clima e o meio ambiente, tanto a nível regional quanto a local. Igualmente importante: as milhões de pessoas mais pobres do mundo que dependem das florestas tropicais para sua sobrevivência. Estas florestas contêm metade das espécies de plantas e animais do mundo. A menos que a conservação contribua para um maior rendimento do que outros usos devastadores, a destruição continuará. Um dos feitos mais importantes da Noruega foi disponibilizar verbas. Decidimos investir até 500 milhões de dólares por ano em atividades que reduzam as mudanças climáticas e as emissões de gases de efeito estufa de destruição da floresta.
TUNZA: Quais os progressos existem até o momento? E que países estão trabalhando com vocês?
ES: O Brasil tem feito grandes progressos na redução do desmatamento na Amazônia, cerca de 70% nos últimos sete anos. As contribuições da Noruega estão empregadas através do Fundo da Amazônia e são dedicados a projetos que continuem reduzindo o desmatamento. A Indonésia, República Democrática do Congo e Guiana também estão fazendo progresso. Ademais, 30 países trabalham para proteger as florestas tropicais, com o apoio da ONU e do Banco Mundial.
TUNZA: Quais são os maiores obstáculos para a implementação do REDD?
ES: O maior obstáculo que enfrentamos é o dinheiro. A Noruega tem uma soma substancial, mas ainda é insuficiente. Por esta razão queremos que o REDD se torne parte do acordo internacional sobre alterações climáticas, com a exigência de que todos os países contribuam. O desafio é triplo: Os países em desenvolvimento deveriam ter a coragem de começar este trabalho antes de ser implementado o mecanismo internacional, já os países doadores também deveriam ter a coragem de investir antes que o programa entre em vigor, e tanto os países desenvolvidos e como os em desenvolvimento deveriam ter confiança uns nos outros, e acreditar que possam alcançar isto junto.
Outro desafio é ser capaz de verificar se as florestas estão realmente sendo preservadas. Para isso, temos de acompanhar de perto as florestas nos próximos anos. Felizmente, a humanidade tem agora satélites que tornam possíveis as observações das florestas quase em “tempo real”. Na Amazônia brasileira, a polícia utiliza estas imagens para localizar e prender os que destroem ilegalmente as florestas.
TUNZA: Como você vê o futuro do REDD+, e você está encorajado pelo o que está acontecendo?
ES: Eu estou muito otimista. As perspectivas de salvar as florestas tropicais do mundo nunca foram tão boas, apesar dos enormes desafios pela frente. O objetivo final é de que a proteção das florestas faça parte de um futuro acordo global sobre mudanças climáticas. Mas espero sinceramente que os países que possuam florestas tropicais obtenham sucesso na redução das emissões por desmatamento e degradação florestal, mesmo antes do acordo global ser negociado.
Para maiores informações: http://www.unep.org/pdf/op_sept_2011/EN/OP-2011-09-EN-FULLVERSION.pdf
*Tradução livre feita por Débora Gabriel Costa, estagiária do Instituto Brasil PNUMA, a partir do site do PNUMA.
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